Deitada na cama,
Ela a via pela fresta do telhado.
Linda, brilhando.
De vez em quando, por inveja,
Uma nuvem sorrateira
Se aproxima e a sobrepõe.
Mas isso não dura muito,
Pois logo, ela volta a brilhar.
Intensamente.
Não como o brilho do farol
De um carro, numa estrada escura
Que nos ofusca
E nos obriga a desviar o olhar.
Ela brilha intensamente,
Encanta e hipnotiza,
Seguindo seu caminho para o Oeste.
As pálpebras começam a pesar,
Mas ela insiste em acompanhar o trajeto.
E quando finalmente,
Ela sai de seu campo de visão,
Ela se entristece,
Mas fecha os olhos e agradece
Pelo melhor presente,
Na primeira noite do ano.